Árbitra carioca comemora primera participação e uma etapa da Copa Brasil

24/04/2013 13:18

O quadro de árbitros da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa é um dos melhores do mundo. Isso se deve aos investimentos feitos há anos, com cursos de especialização e o desenvolvimento na prática com convocações para trabalhar em vários eventos que acontecem pelo país ao longo de cada temporada.

A árbitra Gabriele de Almeida Silva, que sempre participou das competições organizadas pela Federação do Rio de Janeiro, teve pela primeira vez a oportunidade de atuar em uma competição nacional, a segunda etapa do Circuito Copa Brasil, que aconteceu entre os dias 11 e 14 de abril na Arena Santos.

--- Foi maravilhoso! Além de os organizadores serem educados e profissionais, conheci outros árbitros e pude trocar experiências, estando em debates sobre a melhor forma de como agir em cada uma delas. Participar desses eventos requer pensamento rápido e eficaz durante todo o tempo --- avaliou a árbitra.

Gabriele teve o primeiro contato com a modalidade na época em que estudava na escola Dóm Óton Motta, em Santa Cruz, onde chamou a atenção por ser a única menina entre vários meninos jogando "ping pong". Um olheiro da escola vizinha, Apollo 12, a apresentou ao técnico Dalton Pinto, na época um dos mais respeitados do Rio de Janeiro, e os dois passaram a trabalhar juntos.

--- Mantive contato com meu treinador por todos esses anos, iniciamos um projeto para levar o Tênis de Mesa para as crianças da escola onde trabalho, mas seu falecimento em 2010 interrompeu subitamente nossos planos, deixando como herança esse amor que tenho pelo esporte, que há de perdurar eternamente --- explicou Gabriele.

Em janeiro de 2013, aconselhada pelo amigo Bruno Bueno, que é atleta e árbitro, Gabriele fez o curso da Federação do Rio de Janeiro ministrado por Fernando Orlando, no SESC de São João de Meriti.

--- Compreendi e percebi o que muitos atletas e técnicos não notam, a equipe que organiza os eventos possui muitas tarefas que são por demasiado exaustivas e exigem mais que competência, com amor e entrega total --- explicou a árbitra, que acredita ter feito um excelente trabalho em Santos e espera por outras convocações.

--- Arbitrar é uma arte, um dom que cada um tem e exerce de sua forma, seguindo as regras e respeitando cada questão que surge, solucionando sempre da melhor forma possível. Superada positivamente a tensão de arbitrar famosos como Cazuo Matsumoto, fica a ansiedade pelas próximas convocações e a oportunidade de mais uma vez me dedicar a este esporte que amo e respeito, essa filosofia de vida que tem resgatado tantas vidas: o Tênis de Mesa.

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.