Celso, Alice, Enzo e Alexia: praticar tênis de mesa é um dos segredos do sucesso da família Nakashima

27/09/2019 11:03

A Super Copa Brasil de Tênis de Mesa é uma forja de memórias e laços familiares

Crédito da Foto: Júnior Martins.

 

Cuiabá (MT), 27 de setembro de 2019.

Por Júnior Martins, Especial para a CBTM

Os mesa-tenistas, técnicos, cônjuges e pais, Celso Toshimi Nakashima e Alice Susuque Nakashima presenciaram uma nova vitória dos filhos, Enzo Vinícius, de 19 anos, e Alexia Suemi, de 20 anos, que foram campeões de duplas mistas Absoluto A na Super Copa Brasil, nessa quinta-feira (26.09), no Ginásio Aecim Tocantins, em Cuiabá-MT, e juntos criaram mais uma memória de família.

Representantes da Associação Joinvilense de Tênis de Mesa (AJTM-SC) e dos Nakashimas, os irmãos Enzo Vinícius e Alexia Suemi jogaram juntos, jogaram bonito e venceram Jonas Diniz e Jéssica Prates (Associação dos Mesatenistas de Taubaté – SP) por três sets a zero na final de duplas mistas Absoluto A, mas essa medalha de ouro tem uma longa história iniciada antes mesmo de 1984.

De acordo com o tronco dos Nakashimas, Celso, o patriarca, tanto ele quanto a esposa, o casal pratica tênis de mesa desde a infância, depois se conheceram quando jovens num campeonato e, pouco depois, engrenaram num namoro lá em 1984. Casaram em 1989 e, alguns anos mais tarde, essa árvore genealógica gerou frutos e flores, os três filhos, o Enzo e as flores Steffi e Alexia.

“O tênis de mesa está em nossa família desde sempre. Eu jogava em Curitiba e minha esposa jogava em Maringá. Nos conhecemos, namoramos, mudamos para Joinville, por causa de faculdade e do esporte, lá nos casamos e formamos nossa família. E os filhos começaram naturalmente a praticar ainda crianças, pois nós éramos desse meio e eles acompanhavam nossa rotina”, conta Celso.

Alexia Suemi Nakashima, de 20 anos, uma estudante de odontologia nascida em Joinville-SC, teve sua iniciação no tênis de mesa quando ainda estava no colo e assistia aos pais jogarem, deu suas primeiras raquetadas brincando com eles, entrou para a escolinha com seis anos e passou a treinar mais sério lá pelos dez anos. E chegou a fazer parte da base da seleção brasileira por cinco anos.

“O tênis de mesa faz parte da minha vida desde quando nasci. Meus colegas de tênis de mesa são uma segunda família. Esse esporte significa muito pra mim e foi importante para meu crescimento. Deu maturidade e boas memórias. Guardo com muito carinho as memórias de ter sido campeã brasileira jogando junto com meu pai e agora com meu irmão”, lembra Alexia com sorriso e olhos brilhantes.

Enzo Vinícius Nakashima, 19 anos, um estudante de educação física da UFMT, nascido em Joinville, mas residente em Cuiabá-MT, também foi iniciado bem cedo no tênis de mesa, em seguida começou a brincar aos cinco anos e a treinar sério lá pelos dez. Foi da categoria de base da seleção brasileira em 2013 e 2014 e em 2018. E, segundo ele, foi difícil a final de duplas mista da Super Copa Brasil.

“Apesar do placar de 11/9, 11/8 e 11/7, foi uma final muito difícil, pois começamos perdendo. Mas tivemos paciência e inteligência de botar a bola no lugar certo e não desperdiçar pontos. Valorizar o ponto e buscar o jogo. Antigamente era difícil jogar com minha irmã, pois nós brigávamos, mas agora, como já crescemos um pouco, ficou fácil. Temos liberdade entre nós e nos apoiamos”, comenta Enzo.

Essa é uma das várias histórias de fortes laços familiares fáceis de serem vistas no tênis de mesa. Um olhar um pouco atento as encontra sem muita dificuldade. Para onde se olha é possível ver pais, filhos, irmãos e primos de olhos meigos e brilhantes uns para os outros. E mais memórias afetivas continuam a ser forjadas nos quatro dias de Super Copa Brasil, de 26 a 29 de setembro, em Cuiabá.

 

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