Empenho da CBTM garante mudança de classes para atletas brasileiros

17/09/2013 17:23

A Classificação Funcional é uma avaliação médica que permite igualar a competição entre indivíduos com diferentes deficiências. No Tênis de Mesa Paralímpico, os números de classes são divididos de 01 a 05 para cadeirantes e 06 a 10 para andantes.

A necessidade de troca de classe deve ser revista constantemente com base nas diferenças funcionais e no desempenho. Quando um atleta começa a competir ele é inserido em uma classe que pode ser revista ao longo de sua carreira, seja em função de uma deficiência degenerativa ou mudança de parâmetros.

Graças a persistência e profissionalismo da equipe da CBTM, durante o Aberto da República Tcheca, etapa do Circuito Mundial que aconteceu na cidade de Ostrava, dois atletas brasileiros passaram por avaliações e foram reclassificados. Paulo Salmin passou da Classe 8 para a 7 e Jennyfer Parinos da 10 para a 9.

A constatação de que Paulo e Jennyfer poderiam mudar de classes foi feita pelo fisioterapeuta da CBTM, Luis Gustavo Amorim, e o pedido oficial pelo Líder de Seleções Paralímpicas, Victor Lee.

Para ingressar com um processo de reclassificação funcional é necessário preencher um formulário com a justificativa do pedido e enviar com 21 dias de antecedência do início do torneio para o Secretário de Classificação da ITTF, Nico Verspeelt.

Um dia antes do início do evento, os classificadores avaliam o atleta e seus exames, e decidem se o atleta disputa o torneio na classe atual (como foi o caso do Paulo Salmin, que jogou a classe 08), ou se alteram a classe do atleta (como foi o caso da Jennyfer Parinos, que jogou a classe 09).

Os classificadores também avaliam os atletas em competição e, depois disso, chegam a um veredito: manutenção ou alteração de classe.

--- Não foi fácil explicar em inglês a situação de Paulo Salmin, falar da agnese do fêmur direito, e que a tíbia é encaixada na fossa do acetábulo, mas felizmente os argumentos foram aceitos --- explicou Victor.

Paulo Salmin terá um novo desafio na classe 07. Como atleta classe 08, antes de completar 18 anos, ele foi vice-campeão Parapan de 2011, no México, e participou dos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012 (além de ter sido bicampeão brasileiro).

--- Esperamos que Paulo Salmin consiga evoluir na Classe 7, alcançando voos mais altos. Sem considerar os resultados dos últimos eventos, ele já seria um atleta Top-20 no Ranking Mundial, sua melhor posição no novo sistema adotado pela ITTF-PTT desde início de 2011 --- explicou Victor.

Como não poderia deixar de ser, o atleta comemorou muito a mudança e agora fala em nova etapa na carreira.

--- Sem sintonia nada dá certo. Foi um dia especial, finalmente a tão sonhada classe 7 Novas metas e o sonho brilha ainda mais forte a partir de agora --- garantiu.

Em relação a Jennyfer, que vem sendo trabalhada para atuar bem em 2016, no Rio de Janeiro, o Líder de Seleções também aposta em uma evolução significativa,  pois a classe 10 possui atletas com muito mais mobilidade que ela, e que afetavam seu jogo.  A atleta também vibrou com a mudança e agradeceu o apoio de todos.

--- Muito feliz! Fechando com chave de ouro o mês na Europa. Eu e a Bruna (Alexandre) fomos campeãs por equipes da etapa do circuito mundial na Republica Tcheca! E finalmente a tão esperada classe 9!!! Queria agradecer a todos pela torcida --- afirmou Jennyfer.

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.