Ex-dirigente do COB elogia planejamento da CBTM para legado da Rio 2016

15/02/2017 08:31

José Roberto Perillier ressaltou proatividade da instituição para que equipamentos chegassem aos atletas o mais rapidamente possível

Da redação, no Rio de Janeiro (RJ) - 15/02/2017

Enquanto a "herança" deixada ao esporte brasileiro pelo Jogos Olímpicos e Paralímpicos é colocada em xeque em algumas modalidades, o legado positivo já se tornou real no tênis de mesa. Na última semana, quase cinco meses depois do encerramento da Paralimpíada, o sexto centro de treinamento do país recebeu, da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), parte do material utilizado na Rio 2016, fazendo com que diversas crianças e jovens tivessem acesso aos equipamentos onde os melhores do mundo disputaram lugar no pódio.
 
Ao todo foram seis cidades que tiveram CT's com instrumentos usados na Rio 2016: Rio de Janeiro (RJ), Varginha (MG), Teresina (PI), São Bento do Sul (SC), Porto Alegre (RS) e Cuiabá (MT). 
 
A organização feita pela CBTM e as iniciativas tomadas para que todo o material pudesse ser aproveitado o mais rapidamente possível foi elogiado por José Roberto Perillier, ex-superintende técnico e ex-gerente de integração esportiva do Comitê Olímpico do Brasil (COB). 
 
"O planejamento executado, realmente, foi importante, pois toda a parte de logística e entrega aconteceu de maneira proveitosa. A CBTM já sabia o que fazer e para onde direcionar. Foi extremamente proativa no que diz respeito em colocar em prática ao que havia se comprometido", disse ele, que completou:
 
"Algumas confederações ainda nem foram buscar o material, que está estocado. O patamar que a CBTM atingiu, com esse planejamento já em operação, ninguém conseguiu ainda. Há algumas questões burocráticas também, mas volto a frisar que o fato da entidade ter feito todo o possível para colocar em prática o planejado foi um exemplo".
 
Peri, como é também conhecido, salientou ainda o fato dos CT's que receberam o material ter algumas contrapartidas à confederação, como revelar um jovem de cada sexo para o Diamantes do Futuro - projeto de detecção de talentos da CBTM -, tanto no olímpico quanto no paralímpico.
 
"Isso mostra uma gestão que tem metas e objetivos a serem cumpridos. Isso é importante, pois aponta que esse material vai contribuir para o crescimento da modalidade em um todo, também a médio e longo prazo. É fundamental que, na criação destes centros, se tenha uma contrapartida de quem está executando. Mostra que a doação do material não é só pela doação, haverá uma cobrança que ajudará a desenvolver atletas para a própria confederação", avaliou.
 
O crescimento apresentado pelo tênis de mesa nos últimos anos também foi algo destacado pelo ex-dirigente do COB, que lembrou o fato de todos os atletas que representam o Brasil atualmente foram formados no país. Vale lembrar que a chinesa Lin Gui chegou ao Brasil ainda aos 12 anos.
 
"O tênis de mesa brasileiro vem quebrando paradigmas e alcançando resultados que, até há alguns anos, não eram imaginados. E isso é fruto de todo um trabalho. Quando teve a permissão para a naturalização de atletas de outros países, não importamos nenhum atleta pronto só para chegar e defender nosso país. A gente vem lutando e alcançando resultados muito positivos. Temos muitos praticantes e uma grande qualidade em nosso país", elogiou.
 
José Roberto Perillier ressaltou ainda que os Jogos Olímpicos trouxeram um grande crescimento esportivo ao Brasil, criando estímulo em muitas pessoas a praticar diversas modalidades até então desconhecidas. Além disso, foi uma prova de que o país consegue organizar eventos mundiais.
 
"A vinda dos Jogos Olímpicos foi um momento fantástico, ocasionando um crescimento esportivo no país inteiro. O brasileiro olhou com ótimos olhos e houve uma motivação ainda maior em inúmeras modalidades que, antes, não tinha um grande número de praticantes. O Brasil mostrou ao mundo a capacidade que tem em organizar grandes eventos. Foi uma mostra para o mundo e também para o país, uma vez que muitos não acreditavam que as coisas dariam certo", concluiu.
 

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

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