Fluminense quer ampliar espaço para manter a tradição de revelar jogadores

27/03/2013 14:21

Dagoberto Midosi fez parte da primeira equipe de Tênis de Mesa do Fluminense Football Club, em 1942, três anos depois de se formar em Direito. No ano seguinte, conquistou dois títulos importantes, no Torneio Início e o Torneio da Cidade, competição organizada pelo Club Municipal.

Em 1947, o Fluminense conseguiu seu primeiro estadual. Nos anos seguintes, até meados dos anos 60, além de Dagoberto, destacaram-se atletas como Arquidemedes Agostini, Carlos Mendes, Antônio Correia, Arthur Carvalhaes, Mário Forino, Jair Belmonte, Arnaldo Babo, José Antelo, Hans Fischer, Waldemar Filho, Ivan Assumpção e Luiz Mauro (foto ao lado), Orsina Olivieri e Nakma Cruz.

Depois disso o tricolor passou um período de renovação, com destaque para o excelente trabalho feito pelo técnico Ignácio Manoel Belo de Carvalho. A partir disso surgiram novos nomes como Ricardo Simões, Mônica Jardim, Raimundo de Macedo Junior, Aristides Nascimento, Alaor Azevedo, Ivan Passos Vinhas, Marcelo de Carvalho Leitão, Rubem Teixeira de Jesus Filho e Alexandre de la Peña.

Em 1954 teve início um período de hegemonia difícil de ser alcançado, com o Fluminense conquistando consecutivamente o principal campeonato do Estado até 1972. Graças a esses atletas, foram 18 anos comemorando títulos e ajudando a escrever a história da modalidade com participações em eventos com a Seleção Brasileira.

O Departamento de Tênis de Mesa do Fluminense é dirigido atualmente por Luiz Mauro Souza D’Almeida, e quem comanda as atividades é o agora técnico Ricardo Lopes, o popular Cebola. O local dispõe de três mesas para treinos e o funcionamento de uma escolinha, todas as terças, quintas e sextas, das 18h às 19:15h.

Segundo Luiz Mauro, o espaço poderá aumentar graças ao apoio da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa, que tem como Presidente um importante expoente da modalidade na história do clube.

--- O Presidente Alaor Azevedo já manifestou a vontade de nos ajudar e estamos esperando por uma posição da diretoria do Fluminense para ver o local. O ideal para iniciarmos seria um espaço para doze mesas --- explicou Luiz Mauro.

Apesar da área considerada pequena, o dirigente faz questão de lembrar que nem por isso o Fluminense deixou de revelar um dos principais jogadores da atualidade, o jovem Hugo Calderano, promessa do país para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

--- O Fluminense é um clube frequentado por atletas e nessa idade os jovens são competitivos. Ficamos felizes com o sucesso do Hugo, mas a rotina não mudou e todos continuam buscando seus objetivos --- completou Mauro, lembrando ainda que o lugar é democraticamente compartilhado entre as várias gerações. De Dagoberto Midosi, de 95 anos, a Sofia Calderano, de 14, campeã estadual Infantil e Juvenil.

Na foto abaixo, da esquerda para a direita, Luiz Mauro, Dagoberto e Alexandre de la Peña.