Investimentos da CBTM corrigem erros cometidos com Jennyfer Parinos

20/09/2013 18:31

Convidada pela amiga Carollina Maldonado, atual nº 9 do Ranking Mundial Paralímpico na Classe 9, Jennyfer Marques Parinos começou a jogar Tênis de Mesa por diversão. A brincadeira se tornou séria e em menos de seis meses a menina disputou sua primeira competição na Colômbia, o Campeonato Parapan Infantil.

Na época Jennyfer tinha 13 anos e antes disso havia participado apenas de etapas do Circuito Copa Brasil. Apesar do desejo de representar o país, ela foi considerada inelegível e não recebeu a autorização para participar, pois o responsável pela Classificação Funcional entendeu que a deficiência poderia ser curada com tratamento.

Jennyfer tem Raquitismo Hipofosfatérmico, um problema que impede que o organismo absorva o cálcio dos alimentos. Os ossos do corpo inteiro ficam fracos e por ter que sustentar todo o peso as pernas acabam ficando arcadas. O problema realmente tem tratamento, mas Jennyfer foi avaliada novamente em 2010 e ficou na Classe 10.

No entanto, graças aos investimentos feitos pela da CBTM, que qualificou um profissional para defender os atletas, vários equívocos foram corrigidos.  Primeiro com a reclassificação para a classe 10 e agora a mudança para a classe 9. Isso só foi possível porque o fisioterapeuta Luis Gustavo Amorim foi insistente e contou com a colaboração indispensável do Líder de Seleções Victor Lee.

Luis vem fazendo cursos há anos e se tornou Classificador Funcional. Baseado nos argumentos dele, a atleta passou por nova avaliação durante o Aberto da República Tcheca, e mudou novamente de classe.

--- No caso da Jennyfer houve erros grosseiros no passado. Classificadores mal preparados a consideraram inelegível e a retiram do esporte por dois anos. O caminho foi difícil. O primeiro o objetivo era coloca-la dentro do sistema e, posteriormente, coloca-la na sua classe correta, seria muito difícil passa-la de inelegível para classe 09 --- explicou Luis.

O atleta é considerado inelegível quando os classificadores funcionais, após as avaliações, entendem que a deficiência não é suficiente para qu seja considerado “elegível” para a disputa da modalidade no formato paralímpico.

O planejamento estratégico foi fundamental para o desfecho positivo. Depois de conseguir colocar Jennyfer dentro do sistema, o próximo passo foi inserí-la na classe correta.

--- Estas conquistas só foram possíveis graças ao profissionalismo da CBTM em preparar um profissional em nosso país, para que pudesse proteger nossos atletas --- completou Luis.

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.