Japoneses e tênis de mesa: um casamento de muitas décadas, cada vez mais consolidado no esporte brasileiro

18/06/2019 08:54

No Dia da Imigração Japonesa, lembramos sobre a difusão da modalidade no nosso país e a importância dos japoneses no processo

 

Rio de Janeiro (RJ), 18 de junho de 2019.

Por: Assessoria de Comunicação – CBTM

Nesta terça-feira (18/6), é comemorado o Dia da Imigração Japonesa. A data marca o início oficial da chegada dos primeiros imigrantes, no navio Kasato Maru, em 1908. Os japoneses foram fundamentais na difusão do tênis de mesa no país. Mas você sabe os motivos?

Os primeiros japoneses que chegaram ao nosso país vinham tentar uma vida melhor. A população do campo migrava para as cidades e não havia ocupação para todos. O momento histórico, com japoneses encontrando dificuldades para imigrar para outros países, como Estados Unidos e Austrália, favorecia a escolha do Brasil como um novo destino.

Se não houve uma integração imediata dos japoneses com a cultura brasileira, ela foi acontecendo aos poucos. E o tênis de mesa teve um papel importante nisso. Nas décadas de 1940 e 1950, nem todos os brasileiros tinham boa convivência com os descendentes de imigrantes e vice-versa. A 2ª Guerra Mundial era mais um complicador. Surgem então os clubes formados exclusivamente por japoneses e suas famílias.

Um nome tem papel especial no crescimento do esporte em São Paulo. Haruo Mitida queria jogar tênis de mesa, modalidade que praticava no Oriente. E visitou vários clubes japoneses, explicando como funcionava aquele estranho jogo por aqui. Caneteiro, não se expressava bem em português e buscava companheiros que pudessem compartilhar sua paixão.

“Quando ninguém conhecia direito a modalidade, ele fez um trabalho de formiguinha. Visitou várias cidades e clubes para ensinar e mostrar o esporte. Em 1951, ele criou o Campeonato Intercolonial Brasileiro”, explica Marcos Yamada, um dos organizadores do torneio nos dias atuais.

O tênis de mesa foi crescendo. Mas, ainda na década de 1980, os brasileiros não tinham a projeção internacional dos dias atuais. Novamente, o Japão estaria no nosso caminho. Foi lá, em terras japonesas, que meninos comandados por Maurício Kobayashi fizeram o primeiro intercâmbio da história da modalidade. Claudio Kano e Hugo Hoyama foram os dois exemplos mais bem-sucedidos desta troca de informações no esporte.

Hoje, o Brasil amadureceu na modalidade. A integração dos japoneses com os brasileiros já se consolidou. Não há mais rusgas de guerras, nem a necessidade de mobilização em massa entre os dois povos. Mas a marca japonesa ficou nos Hoyamas, Yamadas, Ishiys, Joutis, Takahashis, Kumaharas, Kanos, Kawais, Tsubois e outros sobrenomes que ainda carregam um pedacinho do Japão, ao lado de Calderanos, Costas, Silvas e outros bem mais comuns por aqui. Um casamento muito bem estruturado no tênis de mesa.

 

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