Pesquisa aponta aprovação de britânicos com gastos nas Olimpíadas

01/02/2013 09:35

Londres terrorismo olimpíadas simulação de segurança (Foto: Reuters)Cinco messes depois do fim dos Jogos Olímpicos, uma pesquisa divulgada pelo jornal “The Guardian” revela que 78% dos britânicos acreditam que os 11 bilhões de euros (R$ 29,7 bilhões) gastos para sediar a competição foram um bom investimento para o Reino Unido. A mesma pesquisa havia sido feita durante os Jogos e constatou que apenas 55% dos britânicos recebiam o investimento de maneira positiva, contra 35% que acreditavam que os gastos não eram justificáveis.

De acordo com o jornal “El País”, os Jogos de Londres se converteram em um caso digno de estudo de psicologia coletiva de um país que passou com facilidade do mais injustificado pessimismo para o mais exagerado triunfalismo. Antes de a chama olímpica ser acesa, a expectativa era de um fracasso nacional, com o colapso no sistema público de transporte, crise na segurança privada e temor de ações terroristas. Nem o êxito nas vendas de ingressos melhorou o humor britânico.

Mas bastou a Cerimônia de Abertura para tudo mudar. Após a polêmica inicial com cadeiras vazias, os estádios ficaram cheios, as ruas coloridas e os atletas locais começaram a ganhar medalhas. E nada de problemas no transporte e ameaças terroristas. Em sua coluna no “The Telegraph” nesta sexta-feira, Sir Steve Redgrave, ex-remador cinco vezes campeão olímpico, vaticinou que os Jogos de Londres criaram uma geração de estrelas e transformou a maneira como o mundo vê os britânicos.

Quanto ao otimismo com o país, o resultado da pesquisa é mais equilibrado. Para 45% dos britânicos, o Reino Unido é um lugar melhor para se viver com a família. O mesmo percentual acha o contrário – é um lugar pior. Na opinião de 27% das pessoas ouvidas, depois de 2012 o país está mais poderoso, e para 61%, menos poderoso. Dentre os que acreditam na recuperação econômica estão 42%, e os que creem na manutenção da crise estão 51%. Finalmente, 60% temem que o Reino Unido será um país mais dividido em 2013, frente a 30% que pensam o contrário.