Planejamento para Jogos de 2016 visa aumentar medalhas e deixar legado

03/01/2013 10:16

Em 2016, o Brasil será o primeiro país da América do Sul a sediar uma edição dos Jogos Olímpicos. Além da responsabilidade de organizar uma festa perfeita e de oferecer segurança, transporte e hospedagem de qualidade para os visitantes, os comitês criados para cuidar do planejamento do evento têm a função de se preocupar com os atletas do país.

O Rio de Janeiro deve receber 11 mil competidores de mais de 205 países em 17 dias que prometem mudar a rotina da cidade. Ao todo, serão 28 modalidades divididas em 41 disciplinas e espera-se uma venda de ingressos superior a 8,8 milhões, número registrados pelos organizadores das Olimpíadas de Londres.

Para que os brasileiros realizem o sonho de conquistar medalhas em 2016, há três anos o Comitê Organizador se preocupa em oferecer aos atletas a estrutura necessária no evento, enquanto o Comitê Olímpico segue um planejamento traçado para que nada falte na preparação da delegação verde e amarela.

- Nosso plano é ficar entre os dez primeiros no quadro de medalhas. Para isso acontecer, precisamos ganhar mais medalhas nos esportes em que já temos histórico e precisamos ganhar novas medalhas em modalidades em que nunca tivemos - explica Marcus Vinícius Freire, superintendente executivo de esportes do Comitê Olímpico Brasileiro.

Para cada esporte, foi preparado um material com um caminho pré-estabelecido a seguir rumo à conquista de medalhas olímpicas. Ele mostram a situação atual da modalidade, seus pontos fortes e fracos e a meta a ser alcançada.

- Cada modalidade tem um livro que mostra onde estamos hoje, onde queremos chegar, os pontos fortes e fracos, os projetos, quanto eles custam e quem vai pagar. É assim para cada uma das modalidades. Temos feito um trabalho muito importante com a ciência do esporte, trabalhando o serviço para os atletas. Jogar em casa tem vantagens e desvantagens, e o atleta tem que se sentir o mais tranquilo possível - diz o superintendente do COB.

Nos Jogos Olímpicos de Londres, o Brasil foi o 22º colocado no quadro de medalhas. Para atingir o objetivo de ficar entre as dez maiores potências olímpicas do mundo, as modalidades foram divididas em quatro grupos por ordem de importância: vitais, potenciais, contribuintes e de legado.

- As modalidades vitais são as que garantem mais medalhas para o país. As potenciais são aquelas em que está sendo feito um trabalho, como a ginástica e o boxe. As contribuintes são as que têm um programa para medalhas específicas, como por exemplo a Yane Marques no pentatlo moderno. E a modalidade legado é um grupo do qual não esperamos medalhas em 2016, mas fazemos um investimento para o futuro - afirma Marcus Vinícius.

De acordo com o Ministério do Esporte, serão investidos R$ 2,5 bilhões nos esportes olímpicos e paralímpicos até 2016. A estratégia montada para fortalecer o trabalho das confederações, aliada às mudanças estruturais pelas quais o Rio de Janeiro está passando, promete deixar um legado esportivo para a Cidade Maravilhosa.