Repórter, atleta e miss: Carla Azevedo realiza o sonho de jogar mais um Parapan

10/12/2018 19:30

 

Após quase se aposentar e percorrer os ginásios como repórter, a mesa-tenista está de volta e em busca de mais medalhas

FOTO: Carla Azevedo está classificada para disputar os Jogos Parapan-Americanos de Lima, em 2019. Foto: Daniel Zappe/CPB/MPIX

 

Rio de Janeiro (RJ), 10 de dezembro de 2018.

Por: Nelson Ayres

Recém-classificada para os Jogos Parapan-Americanos de Lima, em 2019, o que não falta em Carla Azevedo é experiência: atleta, repórter e miss, ela realizou o sonho de se classificar para a disputa de mais um Parapan, depois de quase se aposentar.  O resultado da classificação veio após a vitória por 3 a 0 (11/2, 11/7, 11/6) sobre Ana Paula Oliveira, na seletiva para os Jogos de Lima, que está acontecendo no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo-SP.

Atleta da classe 2 feminina, Carla tinha muita vontade de ir aos Jogos Parapan-Americanos de Lima. Sua última participação em um evento como esse, competindo, havia sido em 2007, no Parapan do Rio de Janeiro. Hoje com 37 anos, a atleta chegou até a cogitar a aposentadoria e era a quinta no ranking, mas sabia que sua contribuição nas mesas ainda não tinha acabado: "Foi totalmente inesperado. Muito em cima da hora, voltei a treinar forte. Falei que não ia me perdoar nunca se não tentasse. Morria de inveja de estar lá, mas não estar jogando", explicou, depois de conseguir sua classificação.

Um elemento a mais, porém, contribuiu na motivação da mesa-tenista: Carla divide treinos e competições com a carreira de repórter na TV Brasil desde 2010. Craque também nas reportagens, atuou sempre cobrindo torneios paralímpicos, como o Mundial na China, em 2010, as Paralimpíadas de Londres, em 2012, e o Parapan de Toronto, em 2015, e vê como muito importante seu papel na imprensa: “Acho que melhorou muito a percepção dos jornalistas sobre os atletas paralímpicos. As pautas mudaram. É uma mudança nossa também, dos paralímpicos. As reportagens não precisam focar sempre que o paralímpico é um herói. Encontramos mais dificuldades que os outros, mas somos bons no que fazemos", afirmou.

Mas não é só nas telinhas e nas mesas que Carla brilha: é nas passarelas também. A mesa-tenista foi a representante do Brasil no concurso Miss Mundo Cadeirante em 2017, e confessou ter se interessado por mais esse papel: "Foi um orgulho muito grande estar lá. Não descarto atuar como modelo. Gostei da experiência, tive alguns convites. Recentemente, uma grande marca internacional fez uma linha de roupas para cadeirantes. Antigamente, as empresas tinham medo de passarem uma imagem negativa. Hoje, elas passam a ideia de inclusão”.

 

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