Um ano de Rio 2016: 'Eu acredito'! Iranildo e a inspiração no futebol para medalha de bronze

12/09/2017 15:08

Mesatenista afirmou que o apoio da torcida o fez parecer estar no céu durante Jogos

Da redação, no Rio de Janeiro (RJ) - 12/09/2017

Foto: Fernando Maia / MPIX / CPB

Com três Jogos Paralímpicos no currículo, Iranildo Espíndola (Classe 2), um dos atletas mais experientes do tênis de mesa brasileiro, iria para a quarta edição jogando em casa, na Rio 2016. E justamente com o apoio da torcida, ele chegou à maior conquista da carreira e subiu no pódio para pegar o bronze por equipes Classe 1-2. Passado um ano, Iranildo revela que a medalha teve uma certa inspiração em uma paixão nacional: o futebol.
 
"São muitas lembranças boas, mas a que não sai da minha cabeça é a do quinto e decisivo set na disputa de bronze contra a Eslováquia. O meu adversário (Martin Ludrovsky) tinha aberto 7 a 3 e o set termina em 11. Meu técnico pediu tempo e a torcida começou a gritar "Eu acredito". Na hora, me veio à cabeça um confronto do Flamengo - sou flamenguista (risos) -, com o Atlético-MG em que o Flamengo, no primeiro jogo, fez 3 a 0. No segundo, a torcida do Atlético-MG começou a gritar "Eu acredito" e o time conseguiu a classificação. Quando ouvi isso na Arena, pensei: 'Tenho de acreditar também'. Empatei, virei e conseguimos a medalha", recorda ele, que completa:
 
"Foi uma conquista que veio coroar uma carreira vitoriosa. Única medalha que faltava na minha coleção. Foi uma conquista pessoal. Passei a acreditar mais em mim. Achava que era quase impossível ganhar essa medalha, mas consegui e isso teve inúmeras consequências positivas, como minha continuação na seleção, patrocínios... Me senti muito valorizado".
 
Apesar das inúmeras competições em que já participou, para Iranildo, ter tido a família por perto fez da Rio 2016 ser uma experiência ainda mais singular.
 
"Ter competido no meu país tornou tudo especial. Muitos familiares e amigos conseguiram ir aos jogos, outros assistiram pela TV. Muitos puderam ver como é jogar tênis de mesa em uma cadeira de rodas. Sabiam da minha história, mas nunca tinham visto um jogo. Cada partida ali foi especial. Saber que na arquibancada estavam minha namorada, meu pai, irmãs, amigos... Com certeza fez com que jogássemos com mais garra, determinação e desejo de ganhar. Parecia que estava no céu, parecia um sonho", afirmou.
 
Ciente do quanto o apoio dos brasileiros foi fundamental para que os bons resultados acontecessem, Iranildo fez questão de compartilhar a conquista.
 
"A torcida foi ímpar nos jogos. As arenas lotadas, foi uma surpresa positiva. Público ajudando, torcida empurrando... Sou muito emotivo e nunca tinha tido essa experiência. Todos estão de parabéns. Queria dividir essa medalha com todos que estavam ali e com os que estavam mandando energia positiva de longe também", finalizou.
 

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa conta com recursos da Lei Agnelo/Piva (Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paralímpico Brasileiro) – Lei de Incentivo Fiscal e Governo Federal – Ministério do Esporte.

 

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