Anna Paula Martins leva aprendizados da UniTM aos Jogos da Juventude
Técnica do Rio Grande do Norte encontrou nas capacitações e no programa de mentoria novas ferramentas para desenvolver atletas e ampliar a presença feminina na modalidade

Nos Jogos da Juventude, em Foz do Iguaçu, Anna Paula acompanha a equipe do Rio Grande do Norte em uma função construída ao longo de anos de prática, estudo e formação. Depois de vivenciar a modalidade como atleta e árbitra, ela encontrou no trabalho como treinadora uma forma de permanecer no tênis de mesa e contribuir para o desenvolvimento de uma nova geração.
O contato com o esporte começou aos 11 anos, em uma atividade experimental realizada na escola. Ainda adolescente, Anna Paula decidiu cursar Educação Física justamente porque desejava continuar ligada à modalidade. Foi aprovada no vestibular aos 16 anos e começou a trabalhar com o esporte assim que ingressou na graduação.
"Não foi fácil porque eu ainda não tinha tanta experiência. Fui estudar, conversar com pessoas que já atuavam na área e aprender a observar melhor o jogo. Foi por meio do estudo que comecei a compreender o trabalho de uma treinadora", relembrou.
Formação pela UniTM
A busca por qualificação levou Anna Paula a participar inicialmente de um curso da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF). Após a pandemia, ela encontrou nas formações oferecidas pela UniTM, a Universidade do Tênis de Mesa da CBTM, a oportunidade de ampliar seus conhecimentos.
Participou de um primeiro curso promovido em seu estado e, posteriormente, foi convidada para uma formação desenvolvida por mulheres e direcionada exclusivamente ao público feminino.
"Fiquei muito feliz em participar do primeiro curso. Depois, fui convidada para essa iniciativa da UniTM, com uma formação feita para mulheres e por mulheres. Achei fantástico e brilhante ver mais mulheres trabalhando e crescendo na área", afirmou.
Para a treinadora, os conteúdos apresentados ajudaram a romper com uma visão de treinamento construída apenas a partir de sua experiência como atleta. As aulas permitiram conhecer novas ferramentas, refletir sobre diferentes formas de ensinar e reconhecer práticas que já faziam parte do seu trabalho.
"Eu trazia uma perspectiva de treinamento formada durante muitos anos como atleta. Quando comecei o curso, passei a enxergar possibilidades que até então não percebia. Ao mesmo tempo, a formação também reforçou que algumas práticas que eu já desenvolvia estavam no caminho certo", explicou.
Mentoria e desenvolvimento profissional
A trajetória de formação teve continuidade no programa de mentoria da CBTM. A iniciativa chegou em um momento importante da carreira de treinadora, quando ela passava a assumir novas responsabilidades dentro do clube em que atua, em Natal.
Atualmente, além de comandar treinamentos e acompanhar atletas em competições, Anna Paula exerce a função de vice-presidente do clube. A experiência permite que participe de decisões administrativas e leve para a gestão um olhar voltado às necessidades das atletas e à criação de oportunidades para outras mulheres.
"Eu fui procurada e me apresentaram o projeto de mentoria. Até então, nem sabia exatamente o que significava. A experiência foi fantástica porque aconteceu justamente quando eu estava ampliando minha participação no clube", contou.
A formação recebida também se reflete na maneira como Anna Paula observa as partidas. A antiga mentalidade de atleta deu lugar a um olhar mais atento ao comportamento, às escolhas e às necessidades de quem está sob sua orientação.
"Às vezes, até hoje, esqueço de olhar para a bola porque o meu foco está em observar quem está jogando e pensar no que pode ser corrigido. Foi nesse processo que me tornei mais professora do que atleta", disse.
Mais mulheres no esporte
A presença nos Jogos da Juventude também permite que Anna Paula perceba os resultados das iniciativas voltadas à participação feminina. Depois de ter vivido a competição como atleta, ela retorna agora como treinadora e encontra mais mulheres ocupando diferentes funções no tênis de mesa.
>"Hoje, encontro muito mais mulheres no esporte do que há alguns anos. Isso me anima e demonstra que as iniciativas da CBTM voltadas à ampliação da presença feminina estão produzindo resultados. É fundamental que esse trabalho tenha continuidade, para que possamos ocupar cada vez mais espaços, fortalecer nossas vozes e construir um esporte feito também por mulheres e para mulheres", destacou.





