Bruna Takahashi: "Estamos vivendo o melhor momento da nossa história, mas ainda é só o começo"
Em entrevista, brasileira fala sobre crescimento do tênis de mesa no país, mudança de patamar internacional, Los Angeles 2028 e o futuro da modalidade

O tênis de mesa brasileiro vive uma fase de crescimento dentro e fora das mesas. Mais visibilidade, resultados expressivos no circuito internacional e um público cada vez mais interessado ajudam a transformar a percepção sobre a modalidade no país.
Uma das protagonistas desse momento é Bruna Takahashi. Campeã do Singapore Smash nas duplas mistas ao lado de Hugo Calderano, a brasileira acompanha de perto essa transformação e acredita que, apesar dos avanços recentes, ainda há muito espaço para crescer.
Em entrevista à CBTM, Bruna falou sobre a evolução do Brasil no cenário mundial, a mudança na postura dos adversários, o caminho até Los Angeles 2028 e o que espera para o futuro do tênis de mesa brasileiro.
Confira a entrevista na íntegra:
Qual é a maior diferença entre o tênis de mesa brasileiro que você encontrou quando começou e o que vê hoje?
Acho que a maior diferença é a visibilidade e a popularidade que o tênis de mesa ganhou no Brasil. Quando comecei, era um esporte muito menos conhecido e acompanhado pelo público. Hoje, as pessoas conhecem mais os atletas, acompanham os resultados, os grandes torneios e têm muito mais interesse pelo esporte. Acho muito legal ver a modalidade ganhando esse espaço e chegando a cada vez mais pessoas.
Em que momento você percebeu que o Brasil havia passado a competir de igual para igual com as potências do tênis de mesa mundial?
Acho que em 2024 e 2025 senti que demos um grande passo. Conseguir vencer a Miwa, ver o Hugo fazendo história em Mundiais e na Copa do Mundo... foram resultados que mostraram muita coisa. Mas sinto que ainda posso ir muito além e estou dando mais do que o meu melhor para conseguir.
O título do Singapore Smash ao lado do Hugo Calderano mostrou que uma dupla brasileira pode vencer um dos maiores torneios do circuito. O que esse resultado representou além do troféu?
Representou muito mais do que um título. Mostrou do que somos capazes e que podemos estar no topo também nas grandes competições, contra as melhores duplas do mundo. Acho que foi importante para mostrar que podemos sonhar grande e transformar esse sonho em realidade.
Mas também sabemos que o esporte não funciona assim: não é porque ganhamos uma vez que vamos ganhar todas. Cada torneio é uma história diferente, os adversários se preparam e precisamos continuar trabalhando e evoluindo. O mais importante foi perceber que temos capacidade para chegar lá, e isso nos dá ainda mais confiança para continuar buscando esses resultados.
Você sente que os adversários passaram a olhar de outra maneira para os atletas brasileiros depois desses resultados?
Com certeza. Os adversários estudam e analisam mais, conhecem melhor o seu jogo e sabem que não podem entrar na partida pensando que vai ser fácil. Isso influencia muito.
O tênis de mesa brasileiro vive o melhor momento da sua história ou ainda estamos vendo apenas o começo dele?
Eu acho que estamos vivendo o melhor momento da nossa história, mas, ao mesmo tempo, acho que ainda é só o começo. Os resultados que estamos tendo mostram o potencial que existe no Brasil. Agora precisamos aproveitar esse momento para criar uma base cada vez maior e fazer com que isso não seja apenas uma geração, mas que continue crescendo nos próximos anos.
Uma criança que começa hoje no tênis de mesa encontra um caminho mais claro até o alto rendimento do que você encontrou?
Acredito que sim. Hoje existe muito mais referência. Quando comecei, talvez fosse mais difícil imaginar onde o tênis de mesa poderia te levar. Hoje, uma criança consegue ver brasileiros competindo nos maiores torneios do mundo, jogando Olimpíadas e ganhando títulos importantes. Isso muda muito a perspectiva.
Ainda temos muito a melhorar em estrutura e formação, mas o caminho está muito mais visível.
Uma medalha olímpica brasileira no tênis de mesa parece hoje um sonho ou um objetivo concreto, pensando em Los Angeles 2028?
É um objetivo, sim. Mas eu sempre fui de ir passo a passo, sem criar expectativas demais para não colocar uma pressão desnecessária.
Pode acontecer de tudo em uma Olimpíada, assim como em qualquer campeonato, mas o peso é muito maior. Por isso, é muito importante estar preparado mentalmente.
Daqui a dez anos, que lugar você acredita que o Brasil pode ocupar no tênis de mesa mundial?
Para mim, é muito difícil saber isso. Mas acredito que a estrutura e a formação da base que temos hoje serão muito importantes para construir esse futuro.
Você sentiu diferença no público que acompanhou o WTT de São José dos Campos, seja na arena ou pelas redes? Isso mostra alguma mudança na forma como o brasileiro consome o tênis de mesa hoje?
Sim, muito. Acho que hoje existe uma curiosidade e um interesse muito maiores pelo tênis de mesa. As pessoas acompanham os resultados, os atletas, as redes sociais e começam a entender mais sobre o esporte.
Ver uma arena cheia e, ao mesmo tempo, perceber a repercussão nas redes mostra que o tênis de mesa está conseguindo sair um pouco daquele espaço mais específico e chegar a um público muito maior. E isso é fundamental para o crescimento do esporte no Brasil.
Uma das protagonistas desse momento é Bruna Takahashi. Campeã do Singapore Smash nas duplas mistas ao lado de Hugo Calderano, a brasileira acompanha de perto essa transformação e acredita que, apesar dos avanços recentes, ainda há muito espaço para crescer.
Em entrevista à CBTM, Bruna falou sobre a evolução do Brasil no cenário mundial, a mudança na postura dos adversários, o caminho até Los Angeles 2028 e o que espera para o futuro do tênis de mesa brasileiro.
Confira a entrevista na íntegra:
Qual é a maior diferença entre o tênis de mesa brasileiro que você encontrou quando começou e o que vê hoje?
Acho que a maior diferença é a visibilidade e a popularidade que o tênis de mesa ganhou no Brasil. Quando comecei, era um esporte muito menos conhecido e acompanhado pelo público. Hoje, as pessoas conhecem mais os atletas, acompanham os resultados, os grandes torneios e têm muito mais interesse pelo esporte. Acho muito legal ver a modalidade ganhando esse espaço e chegando a cada vez mais pessoas.
Em que momento você percebeu que o Brasil havia passado a competir de igual para igual com as potências do tênis de mesa mundial?
Acho que em 2024 e 2025 senti que demos um grande passo. Conseguir vencer a Miwa, ver o Hugo fazendo história em Mundiais e na Copa do Mundo... foram resultados que mostraram muita coisa. Mas sinto que ainda posso ir muito além e estou dando mais do que o meu melhor para conseguir.
O título do Singapore Smash ao lado do Hugo Calderano mostrou que uma dupla brasileira pode vencer um dos maiores torneios do circuito. O que esse resultado representou além do troféu?
Representou muito mais do que um título. Mostrou do que somos capazes e que podemos estar no topo também nas grandes competições, contra as melhores duplas do mundo. Acho que foi importante para mostrar que podemos sonhar grande e transformar esse sonho em realidade.
Mas também sabemos que o esporte não funciona assim: não é porque ganhamos uma vez que vamos ganhar todas. Cada torneio é uma história diferente, os adversários se preparam e precisamos continuar trabalhando e evoluindo. O mais importante foi perceber que temos capacidade para chegar lá, e isso nos dá ainda mais confiança para continuar buscando esses resultados.
Você sente que os adversários passaram a olhar de outra maneira para os atletas brasileiros depois desses resultados?
Com certeza. Os adversários estudam e analisam mais, conhecem melhor o seu jogo e sabem que não podem entrar na partida pensando que vai ser fácil. Isso influencia muito.
O tênis de mesa brasileiro vive o melhor momento da sua história ou ainda estamos vendo apenas o começo dele?
Eu acho que estamos vivendo o melhor momento da nossa história, mas, ao mesmo tempo, acho que ainda é só o começo. Os resultados que estamos tendo mostram o potencial que existe no Brasil. Agora precisamos aproveitar esse momento para criar uma base cada vez maior e fazer com que isso não seja apenas uma geração, mas que continue crescendo nos próximos anos.
Uma criança que começa hoje no tênis de mesa encontra um caminho mais claro até o alto rendimento do que você encontrou?
Acredito que sim. Hoje existe muito mais referência. Quando comecei, talvez fosse mais difícil imaginar onde o tênis de mesa poderia te levar. Hoje, uma criança consegue ver brasileiros competindo nos maiores torneios do mundo, jogando Olimpíadas e ganhando títulos importantes. Isso muda muito a perspectiva.
Ainda temos muito a melhorar em estrutura e formação, mas o caminho está muito mais visível.
Uma medalha olímpica brasileira no tênis de mesa parece hoje um sonho ou um objetivo concreto, pensando em Los Angeles 2028?
É um objetivo, sim. Mas eu sempre fui de ir passo a passo, sem criar expectativas demais para não colocar uma pressão desnecessária.
Pode acontecer de tudo em uma Olimpíada, assim como em qualquer campeonato, mas o peso é muito maior. Por isso, é muito importante estar preparado mentalmente.
Daqui a dez anos, que lugar você acredita que o Brasil pode ocupar no tênis de mesa mundial?
Para mim, é muito difícil saber isso. Mas acredito que a estrutura e a formação da base que temos hoje serão muito importantes para construir esse futuro.
Você sentiu diferença no público que acompanhou o WTT de São José dos Campos, seja na arena ou pelas redes? Isso mostra alguma mudança na forma como o brasileiro consome o tênis de mesa hoje?
Sim, muito. Acho que hoje existe uma curiosidade e um interesse muito maiores pelo tênis de mesa. As pessoas acompanham os resultados, os atletas, as redes sociais e começam a entender mais sobre o esporte.
Ver uma arena cheia e, ao mesmo tempo, perceber a repercussão nas redes mostra que o tênis de mesa está conseguindo sair um pouco daquele espaço mais específico e chegar a um público muito maior. E isso é fundamental para o crescimento do esporte no Brasil.





