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Paris 2024 - Multicampeão, Paulo Salmin tenta adicionar títulos dos Jogos Paralímpicos ao seu currículo

Com conquistas mundiais e pan-americanas na carreira, ele vai em busca das glórias ainda não alcançadas

Adepto das tatuagens, Paulo Salmin vai a seu quarto Jogos Paralímpicos. Foto: Dhavid Normando (FVimagem/CBTM)

Por Comunicação CBTM

24/08/2024 13h15


A lista de títulos do mesa-tenista Paulo Salmin é extensa. Se falarmos somente do último ciclo paralímpico, foi campeão mundial de duplas mistas (em parceria com Bruna Alexandre) e bronze individual em Granada, Espanha em 2022, e campeão pan-americano individual e vice nas duplas masculinas nos Jogos Parapan-Americanos 2023, em Santiago no Chile.

Anteriormente a essas conquistas, Salmin possui outras em Jogos Parapan-Americanos: ouro no individual e por equipes Lima-2019; ouro no individual e por equipes em Toronto-2015; ouro por equipes e prata em individual em Guadalajara-2011. É ostentando esse currículo que ele chega aos Jogos Paralímpicos de Paris.

Será a quarta participação de Salmin em Jogos Paralímpicos - esteve em Londres-2012, Rio-2016 e Tóquio-2020. Em Paris, disputará a classe 7 individual e mistas classe 17 (com Bruna Alexandre, sua parceira no título mundial conquistado na Espanha). Ou seja: terá boas chances para conquistar as medalhas paralímpicas que faltam em sua carreira.

Aos 30 anos, paulista nascido em Barra Bonita mas criado em Jaú, Paulo Salmin lembra como teve início sua carreira no tênis de mesa, esporte que viria a lhe proporcionar tantas conquistas em sua trajetória.

"Conheci o tênis de mesa no colégio, e logo fui para um centro de treinamento - já de alto rendimento - em Jaú. Lá é a cidade da minha família, onde já havia um trabalho em desenvolvimento, voltado para o olímpico, mas ainda não para o paralímpico. Fiquei lá até disputar minha primeira Paralimpíada; depois disso, fui migrando para outros lugares", conta.

Reabilitação

Paulo Salmin nasceu com um problema na perna direita denominado "fêmur curto congênito", no qual o fêmur não se desenvolve durante a gestação. Durante sua infância, foi submetido a cirurgias para adaptar-se à prótese que passou a utilizar.

"Passei por um processo grande de cirurgias na ACD, em São Paulo, para reconstrução do quadril, visando minha reabilitação. O tênis de mesa ainda não tinha entrado na minha vida nesse tempo, os procedimentos foram feitos visando que eu tivesse uma qualidade de vida melhor. E hoje, tudo que fiz me ajuda a ter um bom desempenho no esporte", explica, enumerando benefícios que a prática esportiva lhe proporcionou:

"No tênis de mesa, pude desenvolver disciplina, organização, rotina. Fiz muitas amizades, tive relacionamentos, sentimentos. Tudo passou pelo tênis de mesa em todo este processo, desde que comecei a brincar de jogar lá atrás, em Jaú, até hoje, às vésperas dos Jogos Paralímpicos, o momento máximo de todo atleta".

Foco total

Salmin confessa que, mesmo nos momentos em que não está treinando ou competindo, não consegue se desligar mentalmente da modalidade de forma total. "Quando há uma folga, sempre penso que a disputa de um campeonato já está se aproximando, que os treinos reiniciarão em breve, que se houver algum problema físico é preciso tratar, ou mesmo descansar, para recuperar. O pensamento sempre está voltado para o esporte. Até nas férias é difícil separar as coisas", admite.

O trabalho desenvolvido com técnicos, preparadores físicos e psicólogos no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CPB), em São Paulo, visou dar a Paulo Salmin o suporte necessário para que pudesse desempenhar com todo o seu talento durante a disputa dos Jogos Paralímpicos.

"Costumo dizer que essa é a grande responsabilidade da minha vida. Em Paris, será a vez que me considero melhor preparado. Serei cabeça-de-chave na dupla mista: atualmente, com a Bruna, somos segundo lugar no mundo. Ou seja, nos outros Jogos que disputei, eu era postulante, e agora estamos na posição das pessoas a serem batidas após esse ciclo paralímpico. Mas isso não garante que ganharemos medalhas, vamos pensando em desempenhar, render para que possamos ter bons resultados", afirma Salmin.

Tatuagens

Paulo Salmin gosta de tatuagens e possui uma no braço esquerdo que homenageia Jogos do Rio 2016. Ele revela que planeja aumentar esse número em breve: "Confesso que ainda falta fazer uma em homenagem ao título mundial de duplas conquistado em 2022, jogando com a Bruna, na Espanha. Também não fiz referente a Tóquio, mas planejo fazer também. Na verdade, tenho um pouquinho de receio pela dor, vou esperar por um período de descanso, sem jogos, para atualizar isso".

Quando perguntado sobre sua comida favorita, Salmin aponta duas, curiosamente opostas: churrasco e comida japonesa. Quanto ao gosto musical, depende do momento, no dia: tantos as calmas quanto as agitadas fazem parte de sua "playlist", entre o rap e a música nacional.

Se tivesse que optar por outro esporte que não fosse o tênis de mesa, Salmin revela que seria o basquete. "Se eu fosse mais alto, pois tenho 1,70m. Falando sério, é o esporte que mais assisto e gosto", diz. Porém, quando indagado sobre qual seria seu ídolo, aponta um esportista da modalidade que pratica: Hugo Calderano.

"Paris 2024 é meu maior sonho. Gostaria de pedir a torcida de todos os brasileiros. Estaremos lá representando não somente as pessoas e entidades que, de alguma forma, fizeram parte do processo, mas a todas as pessoas de nosso país. Nos Jogos Olímpicos, o tênis de mesa teve uma exposição gigantesca, se tornou muito conhecido do público em geral. Teremos a Bruna Alexandre, a primeira a jogar uma Olimpíada e uma Paralimpíada na mesma edição. Motivos para assistir e torcer não faltam, e estamos convidando a todos", conclama o multicampeão.

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