Foto: Marcos Yamada
O Intercolonial chegou à sua 75ª edição. Um dos eventos mais tradicionais do tênis de mesa brasileiro, a competição foi realizada entre os dias 16 e 18, em Suzano, no interior de São Paulo, reunindo atletas de diferentes gerações em um ambiente que vai além da disputa esportiva.
Organizado desde 1951 pela colônia japonesa, o torneio preserva tradições e promove a confraternização entre aqueles que ajudaram a construir a história da modalidade no país. Com caráter amistoso, a competição, que reuniu atletas de 13 regiões, não distribui pontos para o ranking nacional e funciona como um espaço de convivência, troca de histórias e celebração da cultura nikkei - conjunto de valores, tradições e costumes da comunidade japonesa e de seus descendentes, historicamente ligado ao desenvolvimento do tênis de mesa no Brasil.

Foto: Marcos Yamada
A importância do Intercolonial também se reflete em sua contribuição para o alto rendimento. Todos os atletas nikkeis que já integraram a Seleção Brasileira passaram pelo torneio, sem exceção. Entre eles estão Bruna e Giulia Takahashi, Vitor Ishiy e Leonardo Iizuka, além de grandes nomes da modalidade, como Hugo Hoyama, Claudio Kano, Carlos Kawai, Gustavo Tsuboi, Cazuo Matsumoto, Eric Jouti, Lyanne Kosaka, Monica Doti, Mariany Nonaka, Caroline Kumahara e Jessica Yamada.
Presente no evento, o secretário-geral da CBTM, Sandro, que já organizou a competição em 2016, quando era presidente da Federação de Mato Grosso, destacou a importância histórica do Intercolonial para a modalidade.
"O Intercolonial é um evento tradicional no cenário brasileiro e valoriza princípios da colônia japonesa, como respeito, dedicação e pontualidade, que dialogam diretamente com o esporte. Grandes atletas já passaram pela competição, o que contribui para a formação de novos talentos e faz do torneio um importante encontro de gerações para o desenvolvimento do tênis de mesa no Brasil"", afirmou.
Referência na história do Intercolonial, Marcos Yamada participa ativamente do torneio desde 1972 e exerce, desde 1984, a função de diretor técnico da competição, ao lado de Sergio Ueda, diretor financeiro, desempenhando papel fundamental na organização e na continuidade de um dos eventos mais tradicionais do tênis de mesa brasileiro.

Foto: Marcos Yamada