Foto: CBTM
A tarde desta sexta-feira (23) foi movimentada para o tênis de mesa. A modalidade integrou a capacitação promovida pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, dentro do programa de formação voltado à qualificação de profissionais de Educação Física da rede estadual. A iniciativa teve como foco ampliar o acesso ao esporte adaptado nas escolas e fortalecer práticas inclusivas no ambiente educacional.
A prática com o tênis de mesa foi um dos pontos centrais da capacitação e aproximou os educadores da modalidade por meio de ações conduzidas por treinadores da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa e do Comitê Paralímpico, além de demonstrações técnicas realizadas por atletas da Seleção Brasileira.
"Foi um evento muito legal, com bastante gente reunida. Trazê-los para o nosso universo é muito positivo, assim como inseri-los no contexto profissional e de alto rendimento. Também é fundamental que absorvam os ensinamentos e as regras apresentados aqui e consigam aplicar isso no dia a dia, mostrando para os alunos e para mais pessoas. Assim, o esporte vai crescendo e ganhando mais praticantes", contou Guilherme Rodrigues, treinador da Seleção Brasileira Paralímpica.
Durante a iniciativa, Carlos Eduardo de Moraes, atleta da classe 5, também esteve presente, participando das apresentações técnicas e do diálogo com os professores, contribuindo para aproximar o esporte paralímpico da realidade das salas de aula.
"É muito importante essa troca de experiências. Nós aprendemos com eles e eles com a gente, e isso faz com que esse conhecimento chegue até os alunos. O esporte paralímpico vem crescendo cada vez mais e existem muitas atividades que podem ser desenvolvidas em conjunto", afirmou Carlos Eduardo.

Foto: Alessandra Cabral/CPB
"Muitas vezes, alunos com deficiência acabam sendo excluídos ou não recebem as adaptações necessárias nas aulas de Educação Física. Com esse aprendizado, a convivência pode melhorar e o esporte se tornar mais acessível para todos", completou.
O impacto também foi percebido pelos professores da rede estadual, que passaram a enxergar o tênis de mesa adaptado como um caminho concreto para estimular convivência, aprendizagem e desenvolvimento por meio do esporte.
"Passei a enxergar um mundo de possibilidades para as crianças, não só no desenvolvimento motor, mas também na integração e na questão social. Com o tênis de mesa, percebi que é possível fazer adaptações e criar uma evolução para que elas se tornem pessoas melhores dentro da sociedade", afirmou Fabiana, conhecida como Pink, professora da rede estadual.
Patrocínio
As Loterias Caixa e a Caixa são as patrocinadoras oficiais do tênis de mesa paralímpico brasileiro.