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De volta às Seletivas, pai e filha vivem a estreia de Alice na categoria Sub-15

Acompanhada pelo pai e treinador, a atleta encara as seletivas como um momento de aprendizado e crescimento

Foto: Fotojump/CBTM

04/02/2026 23h22


A história de Alice Jacinto no tênis de mesa vai além do jogo. Natural de São Luís, no Maranhão, a atleta é fruto de um projeto esportivo planejado desde cedo, baseado em disciplina, foco e constância - um trabalho estruturado pelo pai e treinador, Diogo Santos Jacinto, e desenvolvido dentro de casa.

A relação da família com a modalidade começou antes mesmo de Alice. Antes de assumir o papel de treinador, Diogo já havia construído sua própria trajetória no tênis de mesa, iniciada ainda na juventude e mantida, mesmo com pausas ao longo dos anos, como parte da sua rotina. Esse vínculo com o esporte acabou se tornando o ponto de partida para a construção de um novo caminho, agora compartilhado com a filha.

Diogo começou a praticar o tênis de mesa no fim da década de 1990 e chegou a treinar de forma mais estruturada no início dos anos 2000. Mesmo com as pausas impostas pela vida adulta, o esporte seguiu presente até que, anos depois, a compra de uma mesa com amigos criou o ambiente onde Alice teve o primeiro contato com a modalidade. O que começou como brincadeira passou a ser tratado como meta entre 2018 e 2019 e, com a pandemia em 2020, os treinos ganharam um novo peso, agora com foco no alto rendimento.


Foto: Fotojump/CBTM

A convivência diária e a relação de confiança entre pai e filha se refletem também no ambiente competitivo. Para Alice, ter Diogo como treinador é um diferencial importante na sua trajetória.

"Eu gosto bastante de ter ele como técnico. Muitas vezes a gente precisa viajar só com o técnico, e eu posso viajar com ele, que é meu pai e meu técnico", comentou a atleta.

Hoje, Alice vive um novo momento da carreira, estreando na categoria Sub-15 após passagem pelo Sub-13. A evolução é vista como resultado de um processo diário, marcado por dedicação, renúncias e constância.

"Eu acho muito legal participar da seletiva, porque é um campeonato que tem bastante gente pra jogar. Eu tô gostando bastante da minha transição do Sub-13 pro Sub-15", contou.


Foto: Fotojump/CBTM

"É um trabalho muito árduo, de todo dia, com muito tempo de dedicação. Tivemos que abdicar de muita coisa. Agora a gente está sempre buscando evolução", disse Diogo.

Desde o início, o projeto foi pensado para ir além da performance competitiva. O esporte surgiu como uma ferramenta de desenvolvimento integral, unindo aspectos físicos, mentais e emocionais.

"O meu objetivo quando coloquei ela no tênis de mesa foi para que ela tivesse saúde mental, saúde física e saúde espiritual. Eu acredito que o alto rendimento de qualquer esporte proporciona isso. Como eu tinha um conhecimento grande no tênis de mesa, resolvi que poderia ser isso", explicou.


Foto: Fotojump/CBTM

Conciliar as funções de pai e técnico foi um aprendizado construído ao longo do tempo. O equilíbrio emocional e a separação dos papéis passaram a ser parte fundamental do processo de amadurecimento de ambos dentro do esporte.

"No começo era muito difícil. Eu sofria bastante com as emoções, principalmente as negativas. Hoje, eu busco estar mais como treinador do que como pai durante as competições. Desenvolver esse papel é gostoso, porque é a minha profissão e eu amo fazer isso", completou.

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