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Dois anos para Los Angeles 2028: tênis de mesa paralímpico combina experiência e nova geração

Com medalhistas paralímpicos e jovens entre os melhores do mundo, modalidade avança no ciclo de olho no Mundial e nos Jogos de 2028

Foto: ITTF

14/08/2026 10h00


Faltam exatos dois anos para a abertura dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028, e o tênis de mesa brasileiro avança no ciclo com um grupo que combina experiência consolidada e uma nova geração que já ocupa posições de destaque no cenário internacional. É esse encontro entre diferentes gerações que sustenta as expectativas da CBTM para os próximos desafios.

"A nova geração vem chegando com muita força, com várias atletas jovens já figurando entre as melhores do mundo. Esse crescimento se soma à experiência e à qualidade da geração mais veterana, que já vinha conquistando resultados expressivos nos últimos anos", avalia Patricia Cavalheiro, líder das seleções paralímpicas da CBTM.

Os nomes que já garantiram medalhas para o país

Entre os atletas mais experientes, seguem em alto nível competitivo nomes como Danielle Rauen, Bruna Alexandre, Luiz Filipe Manara e Cláudio Massad. Cátia Oliveira, da classe 2, e Joyce Oliveira, da classe 3, também fazem parte desse grupo de atletas com experiência e medalhas em Jogos Paralímpicos.

Bruna Alexandre é a maior medalhista paralímpica da história do tênis de mesa brasileiro, com seis medalhas conquistadas ao longo de quatro edições dos Jogos. São uma prata individual em Tóquio 2020 e cinco bronzes distribuídos entre Rio 2016, Tóquio 2020 e Paris 2024. Na França, Bruna subiu ao pódio tanto no individual quanto nas duplas ao lado de Danielle Rauen na classe WD20.

Luiz Filipe Manara e Cláudio Massad também estiveram entre os medalhistas da última edição. A dupla conquistou o bronze na classe MD18 em Paris, ampliando a presença do tênis de mesa brasileiro no pódio paralímpico.

Cátia Oliveira e Joyce Oliveira também contribuíram para a campanha brasileira na França, faturando o bronze em Duplas WD5.

A modalidade também ocupa posição de destaque nos Jogos Parapan-Americanos, nos quais soma 183 medalhas conquistadas ao longo das edições da competição continental.

Nova geração ganha espaço no cenário internacional

Ao lado dos nomes mais experientes, uma nova geração vem assumindo protagonismo nas principais competições internacionais. Sophia Kelmer é um dos exemplos mais claros desse processo. Aos 18 anos, a atleta ocupa atualmente a segunda colocação do ranking mundial da classe 8 e chegou a liderar a classificação em julho deste ano.

Paulo Henrique Fonseca, Lethicia Lacerda, Lucas Arabian e outros nomes da nova geração também acumulam participações e resultados em etapas do circuito internacional, ampliando as opções da equipe brasileira ao longo do ciclo.

Uma das parcerias que simbolizam esse crescimento é a formada por Lucas Arabian e Welder Knaf. A dupla conquistou o ouro na classe MD4-8 do Campeonato Para Pan-Americano de 2025, disputado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, ao vencer os argentinos Gabriel Copola e Elias Romero por 3 sets a 0 na decisão.

Em agosto deste ano, Lucas e Welder voltaram ao pódio ao conquistar a medalha de prata na classe MD4-8 do ITTF Para Challenger de Spokane, nos Estados Unidos.

O processo não acontece apenas em competições. A CBTM também vem ampliando experiências internacionais de treinamento, intercâmbios e períodos de preparação no exterior, buscando oferecer aos atletas contato frequente com diferentes estilos de jogo e adversários de alto nível.

Mundial será um dos grandes testes do ciclo

Antes de Los Angeles 2028, o principal compromisso da temporada será o Campeonato Mundial de Tênis de Mesa Paralímpico, marcado para novembro, em Pattaya, na Tailândia.

A competição reunirá alguns dos principais nomes da modalidade e será uma oportunidade importante para medir o desempenho do grupo brasileiro diante dos adversários que devem permanecer entre os protagonistas do cenário internacional nos próximos anos.

"Assim como estamos projetando uma grande classificação para o Mundial, acreditamos que poderemos formar uma equipe muito forte, não apenas em número de participantes, mas principalmente em qualidade, competitividade e potencial de conquistar medalhas", afirma Patricia Cavalheiro.

O Mundial permitirá observar a evolução dos atletas em um dos ambientes mais competitivos da modalidade e servirá como referência para o planejamento das próximas temporadas do ciclo.

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