Foto: ITTF
Os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028 prometem uma edição especial para o tênis de mesa. Presente no programa paralímpico desde Roma 1960, a modalidade chegará à Califórnia com o maior número de eventos de medalha de sua história e uma programação que ocupará praticamente todo o período dos Jogos.
Mas os números de LA28 são apenas parte de uma trajetória que atravessa mais de seis décadas e que também tem capítulos importantes para o tênis de mesa brasileiro.
Recorde de eventos de medalha
Em Los Angeles, a modalidade terá 32 eventos de medalha, superando os 31 disputados em Paris 2024 e estabelecendo um novo recorde para a modalidade nos Jogos Paralímpicos.
O programa terá provas individuais masculinas e femininas, além das disputas de duplas masculinas, femininas e mistas. Entre as novidades está a inclusão da prova individual feminina da classe 1.
As disputas estão previstas para acontecer entre 16 e 26 de agosto de 2028, no Hall 3 do Los Angeles Convention Center.
Uma das maiores modalidades do movimento paralímpico
O tênis de mesa paralímpico é praticado em mais de 100 países ao redor do mundo. A modalidade é apresentada como o terceiro maior esporte paralímpico em número de atletas e reúne competidores em 11 classes esportivas.
As classes de 1 a 5 são destinadas aos atletas que competem em cadeira de rodas; de 6 a 10, aos atletas andantes com deficiência física; e a classe 11 reúne atletas com deficiência intelectual.
Nos Jogos desde o início
O tênis de mesa esteve presente já na primeira edição dos Jogos Paralímpicos, realizada em Roma, em 1960 - 28 anos antes da estreia da modalidade no programa olímpico, ocorrida em Seul 1988.
Inicialmente, apenas atletas cadeirantes disputavam as provas. A participação dos atletas andantes começou nos Jogos de Toronto 1976, justamente a edição que marcou também a estreia brasileira na modalidade.
Assim, quando LA28 começar, terão se passado 52 anos desde a primeira participação do Brasil nos Jogos Paralímpicos.
Paris 2024 deixou marca importante
A última edição dos Jogos também teve um significado especial para o tênis de mesa brasileiro. Em Paris 2024, o país conquistou medalhas em provas individuais e de duplas, com diferentes nomes subindo ao pódio ao longo da competição.
Entre os destaques esteve Bruna Alexandre, que ampliou sua coleção de medalhas paralímpicas e chegou a seis pódios na carreira, consolidando-se como a maior medalhista paralímpica da história do tênis de mesa brasileiro.
Nas duplas, Luiz Filipe Manara e Cláudio Massad conquistaram o bronze na classe MD18, enquanto Cátia Oliveira e Joyce Oliveira também garantiram medalhas para o país durante a competição. Bruna e Danielle Rauen também faturaram o pódio nas duplas na classe WD20.
O próximo capítulo será em Los Angeles
De Roma 1960 a Los Angeles 2028, a modalidade passou por transformações no formato das disputas, no sistema de classes e no número de provas do programa paralímpico.
Em LA28, a modalidade escreverá mais um capítulo dessa história: serão 32 eventos de medalha, 11 dias de competição e um novo recorde de provas nos Jogos Paralímpicos.