O mês de agosto é marcado por ações de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher em todo o país. Instituído nacionalmente pela Lei nº 14.448/2022, o Agosto Lilás busca ampliar o acesso à informação, divulgar mecanismos de proteção e mobilizar a sociedade para a prevenção de diferentes formas de violência.
Em 2026, a campanha ganha um significado especial com os 20 anos da Lei Maria da Penha. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a legislação tornou-se um dos principais instrumentos brasileiros de proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa se une a essa mobilização para reforçar que mulheres e meninas têm o direito de participar do esporte em ambientes seguros, acolhedores e livres de assédio, discriminação, intimidação e outras formas de violência.
Respeito dentro e fora da mesa
O esporte deve ser um espaço de desenvolvimento, convivência, aprendizado e realização. Para que isso aconteça, o respeito precisa estar presente nas relações entre atletas, treinadores, dirigentes, árbitros, profissionais de apoio, familiares e demais integrantes da comunidade esportiva.
Humilhações, ameaças, constrangimentos, comentários de caráter sexual, mensagens inadequadas, exposição indevida e comportamentos que ultrapassem os limites pessoais não devem ser tratados como brincadeira, método de cobrança ou parte natural do ambiente competitivo.
Algumas dessas condutas podem ocorrer de maneira presencial ou digital, de forma isolada ou repetida, e também estar associadas a relações de poder e confiança. Independentemente do contexto, qualquer situação preocupante deve ser recebida com seriedade e responsabilidade.
A prevenção começa com a construção de uma cultura na qual os limites sejam respeitados, comportamentos inadequados não sejam normalizados e todas as pessoas saibam onde buscar orientação e apoio.
Política de Esporte Seguro
Como parte desse compromisso, a CBTM lançou, neste mês, sua Política de Esporte Seguro. O documento estabelece diretrizes para prevenir, identificar, acolher e tratar situações de violência, assédio, abuso, exploração e discriminação no ambiente esportivo.
A Política abrange todas as pessoas relacionadas às atividades da Confederação e reforça medidas de prevenção, orientação, acolhimento e encaminhamento de denúncias, além do compromisso com a confidencialidade e a proteção contra retaliações.
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Acolhimento também é proteção
Diante de um relato ou de uma situação preocupante, é importante acolher sem julgar, minimizar ou responsabilizar a pessoa envolvida. O relato não deve ser exposto publicamente nem compartilhado com pessoas que não façam parte dos procedimentos adequados de atendimento e apuração.
Quem recebe uma informação também não deve conduzir investigações por conta própria ou prometer determinado resultado. O caminho mais seguro é escutar com responsabilidade, preservar a privacidade e orientar sobre os canais institucionais e serviços especializados disponíveis.
A prevenção e o enfrentamento ao assédio e à violência são responsabilidades coletivas. Observar os limites, não reproduzir comportamentos ofensivos e não se omitir diante de situações de risco contribuem para ambientes esportivos mais protegidos.
Canais de orientação e denúncia
A CBTM mantém um Canal de Denúncias para o recebimento de relatos relacionados a desvios de conduta e outras situações ocorridas na comunidade do tênis de mesa. O acesso está disponível na área de Ouvidoria do site da Confederação.
Casos de violência contra a mulher também podem ser comunicados à Central de Atendimento à Mulher pelo telefone 180. O serviço é gratuito, funciona 24 horas por dia e oferece acolhimento, orientação, registro e encaminhamento de denúncias. O atendimento também está disponível pelo WhatsApp, no número (61) 9610-0180, pelo e-mail central180@mulheres.gov.br e em Libras.
Em situações de emergência, quando a violência estiver acontecendo ou houver risco imediato à integridade física da mulher, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
Mais informações sobre direitos, medidas de proteção e serviços de atendimento estão disponíveis no portal do Ministério das Mulheres.