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Elas mandam! Dobradinhas brasileiras nos torneios femininos fecham o Sul-Americano na Colômbia

Carol Kumahara foi a campeã individual e parceria dela com Giulia Takahashi faturou nas duplas; Brasil conquistou todos os ouros femininos da competição

Carol Kumahara venceu o torneio individual em Bogotá. Foto: Acervo Pessoal.

Por Nelson Ayres (Fato&Ação) – Assessoria de Imprensa CBTM

27/07/2022 07h58


Se alguém ainda tinha dúvidas sobre a evolução do tênis de mesa feminino do Brasil, o resultado do Campeonato Sul-Americano de Tênis de Mesa, que terminou nesta quarta-feira (27), em Pereira, na Colômbia, serviu como boa resposta. As quatro atletas que fizeram parte da equipe brasileira deram um show, sendo três delas muito jovens – Laura Watanabe (18 anos), Giulia Takahashi (17) e Beatriz Kanashiro (16). O país conquistou todos os ouros femininos do torneio e fez duas dobradinhas nas decisões deste último dia.

Na final individual, a jovem Laura não se intimidou diante da experiente Carol Kumahara, 88ª colocada do ranking mundial. Depois de um início de competição onde quase caiu na primeira fase, a atleta foi crescendo no torneio, eliminou Giulia Takahashi na semifinal e chegou confiante na decisão. Bem agressiva e dificultando bastante a recepção da colega de equipe, ela dominou a mesa a partir da igualdade em três pontos e fechou em 11 a 5.

Carol mostrou as armas que tinha logo no início da segunda parcial e começou a impor seu jogo. Abriu boa vantagem de quatro pontos no placar e deu um show de defesa, em ralis de tirar o fôlego. Com isso, administrou bem e conseguiu fechar em 11 a 7. A experiência internacional de Carol continuou fazendo a diferença no terceiro set, onde ela foi totalmente dominante.

Laura voltou pro jogo no quarto set, mas Carol seguiu mais consistente na mesa e controlou bem o duelo, garantindo o primeiro título sul-americano de sua carreira, com 4 a 1 no placar (5/11, 11/7, 11/1, 11/8 e 11/5). Ela é a oitava atleta brasileira a vencer o torneio na História. Anteriormente, Emiko Takatatsu (em três oportunidades), Nakma Cruz (duas vezes), Bartira Costa, Bruna Takahashi, Katia Kawai, Lee Yen Hua e Rosana Pupo faturaram esse título.

“Estou muito feliz com a conquista, principalmente do modo como foi. Mesmo com condições adversas, muitas dificuldades de encontrar comodidade para jogar, consegui encontrar soluções e manter o foco até o final. Foi um torneio desgastante e cansativo e terminar dessa forma não poderia ser melhor”, disse a campeã e aniversariante do dia, que fez questão de deixar seus agradecimentos:

“Gostaria de destacar alguns pontos: a nova parceria com a Giulia, que felizmente deu super certo nesse torneio e sabemos que é um passo importante para tudo o que nos espera. A importância do Hideo trabalhando passo a passo com a gente, sempre junto, motivando e nos encorajando em todos os momentos. E estar com essas meninas tão novas, mas que me mostraram muito potencial e o principal: a garra”.

Experiência faz diferença nas duplas

Pouco antes da decisão individual, o Brasil já havia feito uma dobradinha na final de duplas, onde Carol e Giulia Takahashi venceram Laura e Beatriz Kanashiro por 3 a 0 (11/7, 11/9 e 11/9). Nas semis, a parceria campeã superou as colombianas Cory Tellez e Manuela Echeverry por 3 a 1 (11/8, 11/13, 11/9 e 11/6), enquanto Laura e Beatriz bateram as argentinas Camila Kaizoji e Candela Molero pelo mesmo placar (12/10, 9/11, 15/13 e 11/5).

Na decisão, valeu a maior consistência da parceria Carol e Giulia, que dominou o primeiro set. Na segunda e terceira parciais, chegaram a ter larga vantagem no placar, viram Laura e Beatriz reagirem bravamente e encostar, mas tiveram tranquilidade nos momentos decisivos para fechar.

“A gente precisou ter bastante atenção e foco para manter a cabeça no lugar e jogarmos bem nesta final”, disse Giulia após a conquista.

No total, o Brasil fechou o Sul-Americano com três medalhas de ouro, três pratas e quatro bronzes. Os três títulos femininos fizeram com que o comandante da equipe, Hideo Yamamoto, se mostrasse orgulhoso do desempenho das meninas no torneio.

“Elas surpreenderam positivamente. Era uma incógnita, pois essa transição de juvenil para adulto é bem desafiadora. Para as jogadoras jovens foi importante pois, juntamente com a experiência da Carol, conseguimos levar o título nas três modalidades. Isso dará confiança de que o caminho está certo, a motivação para evoluir cada vez mais, pois os próximos desafios serão muito mais difíceis. Acredito muito no potencial desse time e tenho certeza que com trabalho, disciplina, luta, alegria e orgulho podemos dar muitas vitórias ao Brasil”, disse o técnico da equipe feminina.



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